Direito civil e imobiliário para empresas e empresários
A área cível reúne as questões patrimoniais, contratuais e de consumo que envolvem empresas e empresários. O escritório atua de forma consultiva e contenciosa, tratando cada situação de acordo com a sua particularidade.
O que é e quando sua empresa precisa
O direito civil empresarial abrange desde negócios imobiliários e questões notariais até responsabilidade civil, relações de consumo e discussões bancárias. Ele costuma ser necessário na compra, venda e regularização de imóveis, na revisão de contratos bancários, na recuperação de créditos e na defesa em demandas de indenização e de consumo.
Como o Ávila Sociedade de Advogados atua nesta área
Atuação consultiva e preventiva
Analisamos contratos e operações patrimoniais, orientamos negócios imobiliários e notariais e avaliamos riscos de responsabilização e de consumo.
Atuação contenciosa
Atuamos na defesa e no acompanhamento de demandas judiciais e administrativas de natureza cível, incluindo ações indenizatórias e de consumo.
Situações em que atuamos
Direito imobiliário e notarial
Assessoria patrimonial notarial (escrituras públicas, incorporação imobiliária, registro e regularização de imóveis) e contratos imobiliários, como compra e venda, locação, despejo e reintegração de posse.
Responsabilidade civil e indenizações
Demandas de responsabilidade civil e de indenização por danos emergentes, morais, lucros cessantes e outros, nas relações contratuais e extracontratuais da empresa.
Direito bancário e financeiro
Revisão de contratos bancários e negociações com instituições financeiras, fornecedores e terceiros.
Recuperação de crédito e relações de consumo
Recuperação de créditos e outros ativos e atuação nas relações de consumo, nas esferas administrativa e judicial.
Dúvidas frequentes sobre direito civil empresarial
O direito civil e o direito empresarial se relacionam de forma próxima, mas possuem enfoques distintos. O direito civil trata das relações jurídicas em geral, como obrigações, contratos, propriedade, responsabilidade civil e direitos das pessoas, servindo de base para diversas situações que envolvem também as empresas.
O direito empresarial, por sua vez, cuida especificamente da atividade empresarial e de seus instrumentos próprios, como as sociedades, os títulos de crédito, a recuperação de empresas e as relações típicas do comércio. Em muitos casos, os dois se conectam: um contrato empresarial, por exemplo, aplica princípios do direito civil, mas com particularidades do ambiente de negócios.
Na prática, as questões de uma empresa frequentemente transitam entre esses campos, envolvendo tanto normas civis quanto empresariais. Por isso, a atuação jurídica costuma considerar os dois de forma integrada, conforme a situação. Como cada relação apresenta características próprias, a análise individualizada ajuda a identificar as normas aplicáveis e o tratamento mais adequado a cada caso concreto.
A cobrança e a recuperação de créditos referem-se ao conjunto de medidas voltadas a receber valores devidos à empresa por clientes ou parceiros inadimplentes. Elas podem envolver diferentes etapas, que vão da negociação amigável às medidas judiciais, conforme o valor, o perfil do devedor e a documentação disponível.
Em uma primeira fase, é comum a cobrança extrajudicial, por meio de contato, notificações e tentativas de acordo, que muitas vezes resolvem a pendência sem necessidade de processo. Quando essa via não é suficiente, é possível recorrer às medidas judiciais adequadas, que variam conforme o crédito esteja ou não representado por um documento com força executiva, como contratos e títulos.
A escolha do caminho depende de fatores como a existência de garantias, a situação financeira do devedor e a documentação que comprova a dívida. A recuperação nem sempre é integral, já que também depende da capacidade de pagamento do devedor. Por envolver análise de documentos e estratégias distintas, a cobrança costuma ser avaliada caso a caso, definindo a medida mais adequada para cada situação.
O direito imobiliário para empresas trata das questões jurídicas relacionadas a imóveis no contexto empresarial, abrangendo desde a compra e venda até a locação, a incorporação, o loteamento e a regularização de propriedades. Ele se aplica a empresas que possuem imóveis, atuam no setor ou utilizam bens imóveis em sua atividade.
Na prática, envolve a análise de contratos imobiliários, a verificação da situação jurídica dos imóveis, o exame de documentação e registros, a orientação em operações de aquisição ou alienação e o acompanhamento de questões junto a cartórios e órgãos públicos. Também alcança temas como servidões, direitos reais de garantia e regularização fundiária.
Para empresas do setor, como imobiliárias, construtoras e incorporadoras, o direito imobiliário está no centro da atividade e exige atenção a normas específicas. Para as demais empresas, costuma aparecer em operações pontuais, mas de valor relevante. Por envolver documentação técnica e riscos patrimoniais, as operações imobiliárias costumam demandar análise jurídica individualizada, com verificação prévia de cada imóvel e de cada negócio antes da sua concretização.
A análise de risco, também chamada de due diligence imobiliária, é o estudo prévio realizado antes de uma operação de compra e venda de imóvel, com o objetivo de verificar se existem impedimentos ou riscos que possam afetar o negócio. Ela busca dar mais segurança à transação e evitar problemas futuros.
Esse trabalho envolve a análise da matrícula do imóvel e de sua cadeia de registros, a verificação de ônus, penhoras, hipotecas e outras restrições, a conferência da regularidade fiscal e documental, e a checagem da situação do vendedor, incluindo eventuais ações e dívidas que possam gerar risco de fraude à execução ou fraude contra credores.
A partir dessa verificação, é possível identificar pendências, avaliar a segurança da operação e definir cautelas contratuais adequadas. Nem toda irregularidade impede o negócio, mas seu conhecimento prévio permite decisões mais informadas. Por depender das características de cada imóvel e de cada parte envolvida, a análise de risco costuma ser conduzida de forma individualizada, considerando a documentação específica de cada operação antes da assinatura.
Os contratos de locação empresarial, especialmente os de imóveis usados para atividade comercial, possuem particularidades que os distinguem das locações residenciais. Eles são regidos por legislação específica e envolvem interesses ligados diretamente ao funcionamento do negócio, o que exige atenção a diversos pontos.
Entre os cuidados relevantes estão a definição clara do prazo e das condições de renovação, as regras sobre reajuste e revisão do valor, as responsabilidades por benfeitorias e manutenção, as garantias contratuais e as hipóteses de rescisão e suas consequências. Em determinadas situações, a legislação prevê a chamada ação renovatória, que pode assegurar ao locatário empresarial o direito à renovação do contrato, desde que atendidos os requisitos legais.
Contratos mal elaborados costumam gerar disputas justamente nos momentos de renovação, saída ou revisão de valores. Por isso, a redação cuidadosa das cláusulas e o entendimento dos direitos e deveres de cada parte são importantes. Como cada locação reflete uma atividade e um imóvel específicos, a análise individualizada do contrato ajuda a prevenir conflitos ao longo da relação.
A responsabilidade civil é o dever de reparar um dano causado a outra pessoa, seja ele material, moral ou de outra natureza. No contexto empresarial, ela pode surgir de diferentes situações, como o descumprimento de contratos, falhas na prestação de serviços, danos causados a clientes, fornecedores ou terceiros e problemas relacionados a produtos.
A responsabilização depende, em regra, da existência de uma conduta, de um dano e de um nexo entre eles. Em algumas situações, a lei prevê a responsabilidade independentemente de culpa, como em determinadas relações de consumo, o que amplia as hipóteses em que a empresa pode ser chamada a responder. Em outros casos, é necessária a demonstração de culpa ou dolo.
Diante de uma cobrança ou ação de reparação, a empresa pode discutir a existência do dano, o nexo de causalidade e o valor pretendido, além de apresentar as provas cabíveis. A forma de conduzir a defesa ou a negociação depende dos fatos concretos e das provas disponíveis, o que torna recomendável a análise individualizada de cada situação antes da definição da estratégia.
A regularização imobiliária trata de ajustar a situação jurídica e documental de um imóvel para que ele esteja em conformidade com a legislação e devidamente registrado. Imóveis com pendências documentais podem enfrentar dificuldades em vendas, financiamentos, operações societárias e no aproveitamento pleno do bem.
Entre os pontos que costumam ser verificados estão a existência e a atualização da matrícula, a correspondência entre a realidade do imóvel e o que consta no registro, a averbação de construções e reformas, a regularidade perante os órgãos públicos e a inexistência de ônus não registrados. Situações como construções não averbadas, divergências de área e ausência de habite-se são exemplos comuns de pendência.
A regularização pode envolver providências junto a cartórios, prefeituras e outros órgãos, com prazos e exigências que variam conforme o caso. Resolver essas questões tende a valorizar o imóvel e a dar segurança às operações futuras. Por depender das características de cada bem e de sua documentação, a regularização costuma exigir análise individualizada, com levantamento prévio da situação de cada imóvel.
O distrato é o encerramento de um contrato por acordo entre as partes, enquanto a rescisão pode decorrer também do descumprimento de obrigações por uma delas. Em operações imobiliárias, esses temas ganham relevância porque envolvem valores significativos e regras específicas, especialmente em contratos de compra e venda e de incorporação.
No caso de imóveis adquiridos de incorporadoras, a legislação prevê regras próprias sobre o desfazimento do negócio, incluindo parâmetros para eventuais retenções e devoluções de valores. Em contratos entre empresas ou entre particulares, as consequências do distrato ou da rescisão costumam estar previstas em cláusulas específicas, como multas e condições de devolução.
A forma como o encerramento é conduzido influencia diretamente os valores envolvidos e a existência de disputas futuras. Divergências sobre o que deve ser devolvido ou retido estão entre as causas mais comuns de conflito nesse tipo de contrato. Por depender das cláusulas pactuadas e da situação concreta, o distrato e a rescisão costumam exigir análise individualizada de cada contrato antes de sua formalização.
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